segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Receber, Encontrar, Entrar | Pr. Olavo Feijó

Mateus 7:7 - ¶ Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.

Pessoas normais se caracterizam por aderirem às soluções que, historicamente, deram certo. ‘Se processos e estratégias estão funcionando, dentro de uma certa área de conforto, talvez seja melhor repetir o habitual – pelo menos a gente não sofre muitos prejuízos e problemas: “Não se ganha muito: em compensação, se perde pouco”. Aparentemente, Jesus estava tocando neste tipo de postura conservadora, quando ensinou: “Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam e a porta será aberta para vocês” (Mateus 7:7).

Muitos de nós, cristãos, passamos anos e anos de nossa vida “religiosa” sem levar a sério nossa necessidade fisiológica de depender de Deus. São tantas as bênçãos que recebemos do Senhor que, depois de algum tempo, a coisa vira rotina. É como respirar – inspirar e expirar é um processo que praticamos desde o nascimento e de cuja experiência depende nossa vida biológica. Só que ninguém se dá conta da nossa absoluta dependência de oxigênio. Em muitos casos, a pessoa somente “descobre” sua dependência do ar puro, quando faz um enfisema...

Seguindo o raciocínio embutido no ensino de Jesus, quando “pedimos” a Deus, nós nos damos conta de que o verbo usado pelo Mestre não deve ser “solicitamos”, “exigimos” ou “ordenamos”. Quando pedimos, nós nos conscientizamos da soberania do Rei do Universo, de quem sempre dependemos e dependeremos. Para enfatizar bem o ensino, Jesus o repete usando outros verbos semelhantes, do tipo “procurem” e “batam”. Praticar nossa dependência de Deus é sabedoria. Negligenciar esta dependência é imaturidade espiritual.

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