quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Espírito Garante Nossa Filiação | Pr. Olavo Feijó

Romanos 8:15 - Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O apóstolo Paulo, por inspiração divina, tentou nos explicar um fenômeno espiritual de compreensão quase impossível: a realidade conhecida como a outorga de filiação divina. O processo é tão complexo que envolve a decisão do Pai, que nos adota; a dupla natureza humano-divina do Filho, que possibilita todo o processo; a fé que nos leva a assumir que, por nos submetermos à soberania espiritual do Jesus como Cristo, somos capacitados pelo Espírito, para nos transformarmos em filhos adotivos de Deus!!! Para minimizar a profundidade de toda essa revelação, diz Paulo, a função especial do Espírito Santo tem sido a de permitir que os cristãos vivenciem aquilo que, racionalmente, não conseguem entender. “O Espírito que vocês receberam não torna vocês escravos e não faz com que tenham medo. Pelo contrário, o Espírito torna vocês filhos de Deus e, pelo poder do Espírito dizemos com fervor a Deus: Pai, meu Pai” (Romanos 8:15).

A explicação sugerida por Paulo vale tanto quanto a revelação genética, que me informa que alguns dos meus traços pessoais eu herdei dos índios Guaíra, do Rio Grande do Sul. Eu não tinha (e não tenho) a mínima ideia do que ser índio Guaíra significa. Nunca conheci nenhum deles. Mas, por alguma razão que não entendo, quando soube da minha ascendência, senti-me orgulhoso e absolutamente especial. Pela fé, fui adotado pela tribo espiritual que se chama de Guaíra. E, por esta mesma fé e por este mesmo orgulho, nunca aceitei trocar de filiação!

Até meus treze anos, não sabia nada do que era ser “filho de Deus”. Mas e primitivamente, carregava o fardo ser filho de minha família terrena... Quando o pregador me disse “Cristo ama você...”, eu explodi por dentro, comparei com o amor humano que nunca sentira e “ajudado por Aquele que um dia fiquei sabendo ser o Espírito Santo, “aceitei” a Cristo. Mudei para sempre. De vez em quando, prevalece o Guairá da minha natureza terrena. Mas sempre, sempre que isto acontece, o Espírito Santo, que assumiu o controle da minha personalidade, chega junto, me reforça, me consola e me faz continuar na direção do Varão perfeito, do Cristo Ressuscitado. Exatamente como Ele me prometeu, desde o início.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Reflexões em 1 Coríntios - Eu preciso de você! | Pastor Sérgio Fernandes

1 Coríntios 12:21 - E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós.
 
Quando ensino a minha comunidade cristã a respeito do funcionamento do corpo, eu costumo brincar recordando os irmãos o quanto eu sou desafinado ao cantar. Pareço uma gralha cantando! Graças a Deus, não tenho esse ministério. Em contrapartida, tenho percebido que tenho um chamado específico para o ensino da Palavra. Por isso, em um culto de adoração, preciso somar o talento que tenho com os diversos talentos distintos de meus irmãos na fé. Essa soma sempre resultará na glória de Deus!

Na doutrina de Paulo, o olho não pode recusar a ajuda da mão (que irá esfregá-lo quando um cisco o ferir), muito menos a cabeça pode dizer aos pés que eles não lhe são úteis (são eles que conduzem o corpo para onde a cabeça deseja ir), 1 Co 12.21. Eu preciso de você, e você precisa de mim. Unidos nós somos muito mais!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Reflexões em 1 Coríntios - A beleza da diversidade | Pastor Sérgio Fernandes

1 Coríntios 12:14 - Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
 
Em sua vida comunitária, a Igreja deve respeitar as diferenças que existem entre os diferentes membros do corpo. Não somos clones, somos discípulos. O objetivo da comunidade cristã não é padronizar o comportamento da membresia, mas incentivar cada servo de Cristo a, em sua individualidade, procurar a glória de Deus. Um corpo para funcionar corretamente precisa que todos os seus membros trabalhem em sintonia, mas veja como eles são radicalmente diferentes uns dos outros.

Você já imaginou como seria o nosso corpo se só tivéssemos orelhas? Ou pés? Ou mãos? A diversidade de membros potencializa a nossa própria humanidade. A Igreja precisa ser mais do que uma boca grande (o pastor) e uma multidão de orelhas (os crentes, ouvintes passivos) e se tornar um corpo completo, orgânico e funcional, com mãos que servem, pés que vão ao encontro das almas, joelhos que se dobram na intercessão e olhos que procuram as boas oportunidades de expressar o amor de Deus neste mundo sem esperança. Que o Espírito provoque uma revolução nas comunidades cristãs e restaure essa visão em todos os crentes.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Batizados pelo Espírito no Corpo de Cristo

1 Coríntios 12:13 - Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.


A salvação pertence ao Senhor! Acredito que cada cristão foi individualmente chamado por Cristo para salvação (Jo 5.21-25). Esses que foram chamados são batizados pelo Espírito no Corpo de Cristo, para que se tornem membros da Igreja de Jesus. Esse batismo não é o batismo em águas muito menos o que os pentecostais chamam de batismo no Espírito. É o ato pelo qual o Espírito nos insere no corpo místico de Nosso Senhor, para que sejamos um só com todos os demais crentes.

É por isso que afirmamos que o crente está "em Cristo", isto é, inserido em Seu corpo. Seja você judeu ou gentio, negro ou branco, rico ou pobre, homem ou mulher, todos os crentes são um único corpo. Essa coletividade mostra a universalidade de salvação (disponível a todos pela fé em Jesus) e nos convida a batalharmos pela unidade pela qual Jesus orou antes de morrer (Jo 17).

domingo, 27 de julho de 2014

Corpo de Cristo

1 Coríntios 12:12 - Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
 
A Igreja é chamada na Bíblia Sagrada de Corpo de Cristo. O nosso corpo é um só, contudo, seu funcionamento ocorre pela soma de funções de diversos membros. Temos diferentes dons, virtudes únicas e talentos pessoais extraordinários, que quando somados, expressam com eficácia a multiforme graça de Deus. Uma andorinha só não faz verão. E a Igreja não foi idealizada como um espetáculo solo, mas como uma orquestra onde todos os instrumentistas entoam uma única canção, que exalta o Cordeiro por seu maravilhoso plano de salvação.

Sempre que uma comunidade cristã promove o individualismo ou o estrelismo, ela ofende o propósito divino para Sua Igreja. Muito embora reconheça que há pessoas que não trabalham pela unidade, ela deve sempre ser nosso alvo! Não importa se nas comunidades há aqueles que erguem muralhas, nós precisamos ser construtores de pontes. Não fomos chamados para nos acharmos melhores do que os outros, mas para vivermos, de tal modo, que alguém possa se tornar melhor do que é pelo amor que a ele nós demonstramos. Isso é a Igreja.

sábado, 26 de julho de 2014

É Necessário Esvaziar-se

Filipenses 2:7 - Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 


A Bíblia está repleta de verdades espirituais que simplesmente desafiam nosso raciocínio lógico. Uma delas se refere ao autoesvaziamento de Cristo. “Pelo contrário, Ele abriu mão de tudo o que era Seu e tomou a natureza de servo, tornando-se, assim, igual aos seres humanos” (Filipenses 2:7).

Se não houvesse, na história humana, uma personalidade chamada Jesus de Nazaré, não teríamos cristianismo. O humilde “filho do carpinteiro” se apresentou ao nosso mundo, ao completar 30 anos, como o Filho Unigênito de Deus. Diante do escândalo e incredulidade gerados por sua revelação, Ele começou a fazer milagres, que o evangelista João chamou de “sinais” – evidências da Sua divindade, como Cristo. Como já estava programado, desde “antes da criação do mundo”, Jesus Cristo foi rejeitado e morto. A crucificação foi mais uma manifestação de quão necessitados somos nós, humanos, da intervenção curativa e aperfeiçoadora de Deus.

O apóstolo Paulo foi escolhido pelo Pai para nos explicar Sua divina estratégia de recuperação dos humanos possuidores do potencial de serem “salvos”, de receberem a capacidade de se tornarem filhos de Deus (João 1:12). Saber que Cristo se esvaziou de Suas prerrogativas divinas por amor de nós pecadores, no mínimo deveria nos levar a pensar mais nas necessidades do nosso próximo. O ato poderoso e altruísta do Cristo deveria nos esvaziar de nossa própria postura egoísta, diante da miséria humana que nos cerca. Foi o que Paulo nos aconselhou: “Ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos.... (II Coríntios 5:15). Esvaziar-se continua sendo necessário.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

As Traduções Do Espírito Santo

Romanos 8:27 - E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.
 
Oração é, ao mesmo tempo, uma prática muito simples e, também, uma coisa muito profunda, acima de nossa compreensão racional. Paulo tenta nos explicar porque a oração, no nome de Cristo, funciona. “E Deus, que vê o que está dentro do coração, sabe qual é o pensamento do Espírito. Porque o Espírito pede em favor do povo de Deus e pede de acordo com a vontade de Deus” (Romanos 8:27).

Quando um bebê “começa a falar” ele não fala nada. Pelo menos, nada que se pareça com a linguagem dos adultos, que é muito sofisticada, para a mente, imatura da criança. Quando, entretanto, vemos a mãe do bebê “falando” com ele, ficamos intrigados: “como é que pode, a mãe entender aqueles sons sem sentido emitidos pelo filho?”. A gente, que não é mãe dele, não entende nada! Assim, ao som de “ah-ah”, a mãe traduz (e certo), dizendo que o filho quer “água”. Logo depois, diante do mesmo “ah-ah”, a mãe entra em cena e traduz: ele está querendo colo. Como se isto não bastasse, diante do terceiro “ah-ah” a gente arrisca – “ele está querendo água, outra vez, ou pedindo colo”. Aí, com um sorriso que somente as mães conhecem, a jovem senhor ilumina delicadamente a nossa ignorância da realidade infantil e traduz corretamente: “não, o que ele está pedindo é o ursinho de pelúcia, para abraçar...” O amor da mãe faz, para seu filho, o papel de “personal trainer”: ela sabe das necessidades reais da criança e dá exatamente aquilo de que ela precisa...

O cristão também tem um cuidador, providenciado pelo seu Pai: é o Espírito. Às vezes, como acontece com qualquer criança, queremos algo fantasiosos que, se conseguido, pode até nos prejudicar. É aí que entra o Espírito do Cristo: Ele conhece, exatamente, aquilo de que temos necessidade. Por isso, Ele registra nossa oração infantil, traduz para a linguagem do Pai e, em função de nossa fé no Filho, Ele responde. Por causa da intercessão do Espírito, nós pedimos o que queremos e, felizmente, o Pai nos concede aquilo de que precisamos.. Esta estratégia nunca falhou e continua funcionando nos dias de hoje!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Vai Aprender Com As Formigas

Provérbios 6:6 - Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.


Uma das ênfases do livro de Provérbios chama nossa atenção para a atitude do trabalhar. Para Salomão, o rei sábio, trabalho é uma postura carregada de valor e de virtude. Foi por isso que ele associou com as formigas a postura de trabalhar: “Preguiçoso – aprenda uma lição com as formigas. Elas não têm líder, nem chefe, nem governador, mas guardam comida no verão, preparando-se para o inverno” (Provérbios 6:6-8).

O objetivo de Salomão não foi, evidentemente, dar-nos uma lição de entomologia – porque, ao que parece, as formigas possuem uma espécie de governador, que é a “rainha”. Só que a rainha, na verdade, é uma das formigas mais ativas, cumprindo a especialíssima função que é gerar toda a população do formigueiro. Na colônia das formigas, ninguém vive na ociosidade. Operárias, soldados, rainha, cada indivíduo tem uma função e gasta a sua vida inteira cumprindo sua parte do todo.

Até hoje, como fez Marx, procuramos a relação adequada entre o capital e o trabalho. Para nossa grande perda, nunca exploramos adequadamente a teologia bíblica do trabalho. O Senhor criou o “ser” e o “fazer” como as duas faces da mesma moeda. Quando o trabalho expressa naturalmente as características essenciais do ser, o binômio bíblico se completa. Somos a imagem e semelhança do Criador. Por isso, quando não nos entregamos ao poder paralisante da ociosidade – seja ela física ou espiritual – continuamos em nós e ao redor de nós, os desígnios de um Deus que “trabalha até agora” (João 5:17). É uma vergonha ver que até formigas imitam o Senhor, enquanto que alguns de nós, muito mais privilegiados e dotados pelo Criador, não sentimos nenhum escrúpulo em viver a inutilidade do mero expectador!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Diversidade de Dons

1 Coríntios 12:8 - Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;


A mais conhecida lista de dons espirituais é essa de 1 Co 12.8-10. Mas ela não é exaustiva. Podemos encontrar em Rm 12.6-8 e em Ef 4.11 outros listas de dons e ministérios. Enquanto 1 Coríntios 12.8-10 trata de manifestações espontâneas que atenderão necessidades específicas que a Igreja poderá enfrentar, as outras listas apresentam dons permanentes que ajudarão a comunidade a expressar o cristianismo bíblico de maneira plena.

O importante nesse assunto é perceber que Deus está capacitando a Igreja a cumprir o seu papel. Para cada necessidade, haverá um discernimento ou uma solução. Os crentes não estão sozinhos nesse propósito. O Espírito Santo está se movendo para que eles cumpram os propósitos soberanos do Senhor. E essa graça está a sua disposição.

terça-feira, 22 de julho de 2014

A manifestação do Espírito

1 Coríntios 12:7 - Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
 

Dentro do funcionamento orgânico do corpo de Cristo, os dons se manifestarão para cumprir um propósito útil. É importante observarmos que os dons se manifestam de acordo com a vontade soberana do Espírito, atendendo as necessidades diversas da Igreja. O crente pode buscar em oração qualquer um dos dons espirituais (1 Co 12.31; 14.1), mas a manifestação deles se dará unicamente pela vontade do Espírito.

Os dons sempre atenderão necessidades da Igreja: se não há doentes, não haverá necessidade de curas. Se não há variedade de línguas, não haverá manifestação de interpretação. Se não há situações que exigem discernimento diferenciado, não haverá necessidade de dom de sabedoria ou conhecimento. A Igreja caminha orientada pela Palavra de Deus e pela liderança do Espírito na comunidade. E quando houver necessidades especiais, conforme diz a Palavra, o Espírito se manifestará.

sábado, 19 de julho de 2014

Alegria Reverente

Atos dos Apóstolos 2:46 - E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
 
Lucas, o historiador, deu uma ênfase especial para a qualidade da alegria, que caracterizava os encontros devocionais dos primeiros cristãos. “Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e com humildade” (Atos 2:46).

Reunião cristã que tenha alegria, mas não tenha humildade, gera irreverência. Foi exatamente isto que aconteceu nas reuniões dos cristãos de Corinto. Ao ponto de Paulo intervir, exortando os irmãos para que nas suas reuniões as coisas se façam “com decência e ordem” (I Coríntios 14:40).

Culto não é show. Louvor cristão exige humildade e respeito ao nosso Senhor. Meu pastor, Rubens Lopes, sempre afirmava, antes dos cultos: “Se é que Deus está aqui, conosco, Ele exige reverência. Se a presença Dele não acontece, então estaremos perdendo o nosso tempo...”. A alegria do culto cristão deve ser uma harmoniosa expressão de ação de graças. Afinal de contas, o simples fato de experimentarmos a presença divina, sem sermos aniquilados pelo “fogo destruidor” do Santíssimo Senhor, isto é mais do que um milagre. É a confirmação do poder de um Deus que nos ama, a despeito da mazela que somos nós. A alegria do Senhor é a obra do Espírito, premiando a reverente humildade do nosso culto!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Dons, Ministérios e Operações


1 Coríntios 12:4 - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.




O propósito dos dons espirituais é a edificação do corpo de Cristo e não a auto promoção. Ninguém pode se julgar melhor ou mais espiritual que seu irmão por ter um determinado tipo de dom que o outro não tem. Segundo Paulo, os dons, os ministérios e as operações tem sua origem na Trindade, que dá a cada um conforme a Sua vontade. Se vem de Deus, e vem por graça, não tenho do que me orgulhar por ter manifestado algum tipo de dom.

Vem do Espírito os dons espirituais, para que sua manifestação edifique a Igreja e potencialize o avanço do reino. É o Senhor Jesus quem dá os diferentes ministérios ao corpo de Cristo, para o aperfeiçoamento dos santos. Existem diversas operações sobrenaturais de Deus, que age como quer, mas todas vem de um único Deus, que é Pai de todos.

Pai, Filho e Espírito Santo estão trabalhando junto a comunidade cristã para o avanço do Reino. Ao Deus Trino a glória para sempre!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Os dons espirituais

1 Coríntios 12:1 -  Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.


A Igreja de Jesus Cristo é um organismo vivo e dinâmico. Neste corpo, diversos membros desempenham diferentes papéis para a edificação da comunidade cristã. Paulo entendia que Deus usava os crentes individualmente, através de manifestações diversas do Espírito. Ignorar isso compromete o avanço do reino de Deus e a maturidade dos crentes.

Acredito piamente que Deus tem dotado a Sua Igreja de capacitações espirituais e talentos individuais, para que através dessas ferramentas ela cumpra o Seu propósito na face da terra. Quando uma comunidade percebe que a diversidade de dons é essencial para o avanço do reino, ela viverá dias gloriosos de alegria espiritual e refrigério. Você deve reconhecer os dons e talentos que possui e colocá-los a serviço da Igreja e do seu próximo.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Repreendidos pelo Senhor

1 Coríntios 11:31 - Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
 
O cristão deve avaliar sua vida e seu comportamento diariamente, mas em especial, quando se reúne para ceiar. Paulo insiste que, se nos julgássemos a nós mesmos nessas oportunidades, não seríamos julgados. A ceia é celebrada porque Deus Filho morreu por todos. Não dar importância a esse fato é pecar gravemente contra a Trindade, e quando isso ocorre, somos repreendidos pelo Senhor.

Deus, como um Pai, repreende seus filhos querendo evitar a condenação. Um pai pune e corrige seus filhos para que esses se tornem pessoas de bem. Deus nos corrige para nos tornarmos mais parecidos com Cristo, que foi obediente em tudo. O objetivo da vida cristã não é nosso bem estar, mas nos tornarmos mais parecidos com Jesus. Na ceia de Corinto, seria correto e cristão que os crentes esperassem uns pelos outros para comer (vv.33,34). E nós precisamos avaliar em que área da nossa vida ainda não é possível observar um cristianismo autêntico.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Nosso Senhor Não Tem Fronteiras

Malaquias 1:5 - E os vossos olhos o verão, e direis: O SENHOR seja engrandecido além dos termos de Israel.


O profeta Malaquias começa seu livro corrigindo um preconceito muito comum entre os seguidores do Senhor: “O povo de Israel vai ver isso acontecer e todos dirão – O Senhor é grande e o Seu poder vai além das fronteiras de Israel” (Malaquias 1:5).

Quando somos informados de que Deus mandou um grande castigo, punindo pessoas que “não pertencem ao nosso grupo”, achamos muito justo e natural. Alguns de nós, até, chegamos a ficar contentes... Aliás, neste particular, estamos em boa companhia porque Tiago e João, quando foram mal recebidos pelos Samaritanos, não tiveram dúvida e perguntaram a Jesus – “O Senhor quer que a gente mande descer fogo do céu, para acabar com estas pessoas?” (Lucas 9:54). Crente casca grossa manda mais gente para o inferno do que para o céu. E a desculpa é sempre a mesma: “nem adianta perder tempo e pregar para esta casta de rebeldes, ímpios e incircuncisos”... Temos, entre nós, muitos imitadores de Jonas.. De Nínive, queremos distância.

Leva tempo, até a gente começar a aceitar a universalidade do amor de Deus para com todos. Leva tempo, até a gente se acostumar com um Deus que “dá chuvas tanto para os que fazem o bem, como para os que fazem o mal” (Mateus 5:45). Graças a Deus porque Ele não faz acepção de pessoas. Porque, se Ele o fizesse, o que seria de mim? O que seria de nós? É bom levar a sério a mensagem do Pai, via Malaquias: “O Senhor é grande e o Seu poder vai além das fronteiras de Israel”!

domingo, 13 de julho de 2014

Examine-se

1 Coríntios 11:27 - Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.


O cristão é um ser em constante conflito, pois ele recebeu de Deus a missão de se examinar. O autoexame é crucial para que nossa fé se desenvolva. Precisamos nos avaliar diariamente, observando se temos tido progresso em (1) glorificar mais a Deus com a nova vida que temos recebido, (2) abandonar o pecado em todas as suas formas e (3) absorver o amor como um estilo de vida, sendo generoso, compassivo e gentil com todos a sua volta).

Não podemos examinar nosso crescimento espiritual simplesmente porque coisas boas aconteceram conosco. Jesus foi o melhor homem que já viveu, e sua vida foi marcada por sofrimentos, rejeições e uma morte terrível. Não é o carro novo que você comprou ou a casa própria que você finalmente adquiriu que mostram que Deus está com você.

Crescimento espiritual acontece quando o homem tira o eu do trono do seu coração e permite Deus reinar em sua vida. Crescemos quando o pecado vai perdendo seu poder de nos seduzir, porque agora queremos viver de acordo com a justiça do reino. Estamos em Cristo quando queremos ajudar o nosso próximo, assim como Ele tem nos ajudado Examine-se!

sábado, 12 de julho de 2014

Comer Indignamente

1 Coríntios 11:27 - Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.



Um dos versículos bíblicos que mais assustam os cristãos é 1 Co 11.27, que afirma que aquele que participa da ceia indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Passei minha juventude na Igreja pensando que qualquer pecado praticado por mim seria usado para minha condenação quando eu fosse ceiar. Com o tempo, entendi o real significado do verso, e percebi que com respeito a Ceia, a atitude do coração é muito mais importante do que a postura legalista.

Segundo a doutrina cristã, ninguém é digno (Rm 3.23). É esse sentimento que deve permear o ato de ceiar. Não nos aproximamos da mesa com uma postura de fariseu, cheia de legalismo (eu tenho direito de cear, eu nunca erro, eu sou o cara, eu sou melhor que aquele pecador), mas com o coração de um publicano (Pai, eu não mereço nada que venha do Senhor; a morte de Cristo foi por mim; se Ele não tivesse morrido, eu não poderia me aproximar de Ti).

O pecado em nós nos tornou indignos de estarmos na presença de Deus, mas a dádiva da vida eterna que veio a nós pela morte de Jesus nos dão o acesso ao banquete espiritual. Agora, pela fé que tudo veio de Cristo, podemos cear dignamente (com o sentimento e a reverência correta), reconhecendo que aquela refeição é diferente de todas as outras, pois ali o Salvador se faz presente na comunhão dos cristãos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Deus Não Nos Permite Fugir

Salmos 36:11 - Não venha sobre mim o pé dos soberbos, e não me mova a mão dos ímpios.
 



Ao enfrentar os maus e os orgulhosos, Deus nos permite perder algumas batalhas no percurso, mas nos garante conquistar nossa vitória no final da guerra. “Não deixes que os orgulhosos e os maus me pisem e me obriguem a fugir” (Salmo 36:11).

Cristão que acredita na Bíblia não tem desculpa, caso decida assumir uma atitude ingênua, quanto aos objetivos maldosos do mundo. O Salmo 36 não usa de meias palavras: os maus e os orgulhosos da Terra só seguem uma única estratégia. Os maus e os orgulhosos têm a ideia fixa de nos pisar, de nos fazer fugir. O Inimigo se alegra em “pisar”, como quem esmaga míseros insetos. O Inimigo sabe o que significa “fugir” – somente apela para a fuga aquele que se vê desmoralizado, humilhado, vencido, sem o mínimo de forças para reagir. Jesus disse a mesma coisa, quando nos alertou: “Escutem! Eu estou mandando vocês como ovelhas para o meio de lobos. Sejam espertos como as cobras e sem maldade como as pombas” (Mateus 10:16).

Satanás se irrita, quando um cristão teima em confiar em Cristo e por em prática a Bíblia. Cada vez que somos enganados e tropeçamos, o Senhor nos relembra, como fez com Pedro – “Satanás já conseguiu licença para por vocês à prova... Mas eu tenho orado por você ... para que não lhe falte fé” (Lucas 22:31-32). Felizes somos nós, quando aceitamos as certezas do Cristo e não nos enganamos com as mentiras do Inimigo. O Espírito de Cristo é quem nos dá as forças espirituais que nos impedem de fugir e nos impedem de ser pisados! Fomos chamados para a vitória. Que sempre permitamos, em nós, a energia libertadora Daquele que, desde antes da Criação, nos escolheu para sermos vitoriosos “filhos de Deus” (Efésios 1:4, 14).

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Que Diremos, Então?

Romanos 8:31 - Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?



Escrevendo aos Romanos, Paulo descreve detalhada e exaustivamente o enorme quinhão de aflições e perseguições que o Senhor tem reservado para os discípulos de Cristo. Contrariamente a toda lógica humana, porém, o apóstolo sugere uma pergunta, no mínimo, inesperada: “Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém!” (Romanos 8:31).

As aflições e sofrimentos podem ser percebidos, por uns, como evidência de que “neste mundo sem Deus, não existe justiça”. Estranhamente, entretanto, um outro grupo de pessoas, ao experimentar as mesmas mazelas, simplesmente convoca tudo o que seus valores lhe ensinaram e vibram por poder enfrentar mais um desafio... E mais uma vitória! Diante de tudo isso, que é que podemos dizer?

Se é que tivemos o privilégio de lutar com Deus, no nosso vale de Jaboque, então sabemos que somos abençoados pelas estratégias e pelos golpes vitoriosos com que o melhor “sparring” do universo nos dotou. Paulo não consegue admitir cristão perdedor, de segunda classe. Ou temos instilada em nós a vitória outorgada por Cristo, ou nossa vida religiosa só nos servirá para o aperfeiçoamento de queixas e para a elaboração de uma filosofia de vida sem sustentação no contexto da bíblia. O que mais podemos dizer? Podemos dizer “amaldiçoa teu Deus e morre” ou “antes, eu Te conhecia só por ouvir falar – mas, agora, eu Te vejo com os meus próprios olhos”. Pergunte a quem já viveu tudo isso. Pergunte a Jó.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A Verdade Exige Maturidade

João 16:12 - Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.


No final dos três anos do Seu ministério, Jesus passou a ser mais detalhado sobre o futuro dos Seus discípulos e do Seu Reino aqui na Terra: “Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas vocês não poderiam suportar isso agora” (João 16:12).

Felizmente, Jesus não foi cristão fundamentalista ou literalista. Há religiosos que se orgulham de “dizer a verdade (deles) doa a quem doer, não se importando quando dizer ou como dizer. A desculpa “teológica” é a de que “crente não mente”. Neste compêndio de desrespeito ao contexto bíblico, a única coisa que se salva é o “crente não mente”.

Baseado em que nosso Mestre não disse toda a verdade aos Seus próprios discípulos? Baseado no Seu próprio conceito de amor ao próximo e de a mor a Deus. Jesus declarou, no verso seguinte: quem decide sobre a revelação da verdade, e da atitude com que a expressamos, é o “Espírito da verdade”. Ele, e tão somente Ele, é quem possui toda a autoridade dada pelo Pai, para nos convencer da verdade do Filho. Quem somos nós, então, para invadir um território que pertence ao Pai, ao Filho e ao Espírito? Com a Bíblia não se brinca. Jesus declarou “Eu sou a verdade”. É o Espírito de Cristo quem nos capacita a dar testemunho da verdade. Seja com “v” minúsculo ou “V” maiúsculo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

O que também vos ensinei

1 Coríntios 11:23 - Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
 
O pregador cristão é alguém disposto a anunciar aquilo que ele está aprendendo com o Senhor. Hoje, em muitas igrejas a pregação virou um stand-up ou um show de piadas e "tristemunhos" sem graça, contudo, a Igreja deve anunciar todo o conselho do Senhor, isto é, tudo aquilo que foi revelado nas Sagradas Escrituras (At 20.27).

Atuando no ministério pastoral, eu observo nas pessoas que recebo em minha congregação esses dois tipos de perfil: aqueles pregadores sérios, que estão anunciando as Escrituras com temor e tremor, e também aqueles que trazem mensagens enlatadas, que aprenderam com seus pregadores favoritos assistindo DVD's e depois saem como papagaios os imitando. Se você tem vocação para servir no ministério da Palavra, mergulhe nas Escrituras, procure um seminário sério, estude a história da Igreja, leia livros de autores que tem se esmerado no estudo da Palavra, ande junto com seu pastor e não sei deixe levar pelos atalhos que podem surgir diante de você. Pregação é ministério e não profissão.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cristo Não Se Separa De Nós

Romanos 8:35 - Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?


O realismo usado por Paulo repete o discurso duro e honesto do próprio Jesus, alertando os que querem ser Seus discípulos. E repete, também, a realidade do poder de Deus, sempre presente, no meio das tentativas do mundo, que visam a nos separar da comunhão com Cristo. É neste contexto que o apóstolo pergunta: “Então, quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte?” (Romanos 8:35).

O que faltou na lista oferecida por Paulo? Se vivesse hoje, talvez ele acrescentasse mais algumas provações: o consumismo, a prosperidade material, a sensualidade dos meios de comunicação, a superficialidade, a ignorância bíblica, o poder dos mega templos, o desrespeito ao nome de Jesus – a substituição do Evangelho, pelo faz de conta gospel.

Alguns críticos ousam dizer que a apostasia só existe no meio daqueles que, de fato, nunca se submeteram a Cristo. Julgamentos à parte, importa repetir a declaração definitiva do próprio Cristo Jesus: “Aquele que vier a Mim, de jeito nenhum Eu o jogarei fora” (João 6:37). O segredo, diz Paulo, é o poder eterno do Cristo – se livremente aceitamos Seu senhorio, nem todos os “infernos” nos separarão Dele!

sábado, 5 de julho de 2014

Nunca Acima Do Que Podemos



1 Coríntios 10:13 - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.

 
Quando nossas provações e tentações são intensamente grandes, tendemos a concluir que nunca chegaremos a sobrepujá-las. Paulo discorda de nós, quando afirma: “As tentações que vocês têm de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam. Mas Deus cumpre a Sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a vocês para suportá-la e, assim, vocês poderão sair dela” (I Coríntios 10:13).

Um bom treinador desportivo é aquele que conhece muito bem o seu atleta. Conhece-o tão bem que dosa adequadamente as exigências do seu treinamento. Se exigir abaixo do potencial, o treino nada acrescentará. Por outro lado, se exigir acima do potencial do atleta, haverá o risco de se causar uma lesão incapacitante. Atleta que já experimentou a capacidade construtiva de um treinador competente aprende, na prática, a confiar tranquilamente nas exigências dele. Mesmo que os exercícios causem suor e cansaço!

O Senhor, sugere Paulo, é o nosso competentíssimo treinador. Ele requer. Ele exige. Mas, sempre Ele sabe o que está fazendo. No meio da honestidade de nossa vida cristã, nossas tentações não apresentam perigos fatais, nem acontecem impedindo nosso crescimento espiritual. Nossas tentações existem por causa da fragilidade da nossa natureza humana. Mas sempre existe a poderosa e onisciente graça divina, que nos protege e aperfeiçoa. Sem nenhuma exceção, onde abundou o pecado, superabundou a graça.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Graves problemas na reunião de adoração

 
1 Coríntios 11:17 - ¶ Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior.

Paulo introduzirá no versículo de 1 Co 11.17 a mais conhecida leitura bíblica sobre a Ceia do Senhor. Esse foi um dos assuntos que mais causou preocupação nele, pois as reuniões de adoração que deveriam ser amistosas e encorajadoras estavam se tornando um palco de batalha. Era necessária uma mudança radical de atitude para que isso não minasse ainda mais a frágil comunhão que aqueles irmãos tinham.

O culto cristão não pode ser uma oportunidade para destilarmos nosso veneno e nossas injúrias contra os irmãos. Deus estabeleceu o ato de congregar como uma oportunidade única de utilizarmos nossos dons a serviço da Igreja, e a promovermos edificação e encorajamento espiritual através da reflexão na Palavra de Deus. Ora, quando nos reunimos, o próprio Cristo está conosco (Mt 18.20)! Como misturar a sagrada presença do Salvador com nossas disputas pessoais? Corinto errou ao tornar o encontro de adoração um palco de carnalidades. E nós corremos o risco de errar também, se o motivo de nosso culto for qualquer outro senão o de adorar o Filho de Deus, que morreu para nos salvar.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Jesus Explica Davi

Salmos 23:1 - ¶ [Salmo de Davi] O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.


Comparando nossa vida com a de uma ovelha vivendo no meio do rebanho de um pastor competente, Davi afirma: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Salmo 23:1).

Infelizmente, quando lemos a Bíblia, nossa tendência é a de atribuir às Escrituras uma teologia limitadamente humana. Consequentemente, atribuímos ao “nada me faltará” pequenos detalhes como o carro do ano, a última moda das roupas de grife, a viagem anual ao Santuário Disney e o celular multiuso com capacidade até de ser usado para conversa telefônica... Não é de estranhar, por isso, que de vez em quando o tal Senhor da nossa teologia semibíblica tire a escada dos nossos pés, enquanto ficamos agarrados ao pincel com que estávamos pintando a parede da nossa vida cristã moderninha...

Jesus garante tudo aos Seus discípulos, menos coisas como “travesseiro onde reclinar a cabeça”, “evasão de imposto”, amor do “mundo que Me odeia”, um “mundo sem tribulações”. Será que nosso Senhor nunca leu o Salmo 23? Ou, talvez, o que Jesus e Davi nos prometem é a garantia de que o Senhor sempre nos dará aquilo de que, realmente, necessitamos? Vale a pena optar pela segunda hipótese. Ela é absolutamente bíblica.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Nem No Monte, Nem No Templo

João 4:21 - Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
A nós outros, que teimamos em limitar o Senhor, bem como nossa comunhão com Ele, Jesus declarou: “Jesus disse – Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém” (João 4:21).

No verso 23, o próprio Jesus muda o tempo do verbo chegar: “de fato, já chegou”. Desde o capítulo 4 do Evangelho de João, chegou nosso tempo de levar a sério a não localização de Deus. Ao fazer esta revelação à samaritana, o Mestre não se preocupa com nossa compreensão – o que Ele propõe é nossa aceitação. É muita ingenuidade nossa, limitados ao tempo e ao espaço, querer entender onipresença. Ao afirmar que Deus transcende o monte Gerizim e o Templo de Jerusalém, Jesus nos ensina sobre o Cristo. Enquanto Jesus, Filho do Homem, Jesus foi localizado como todos nós humanos somos. Enquanto Cristo, Filho Unigênito do Pai, Jesus seria onipresente, a partir da ressurreição.

O Senhor dos cristãos não é prisioneiro de montes ou de templos. O Senhor dos cristãos, ressuscitado ao terceiro dia, ficou eternamente ao alcance de todos os humanos. Bem que líderes religiosos se esforçam por aprisionar Jesus, o Cristo, apresentando-se como proprietários do cristianismo. Nem no monte, nem nos templos. “Em espírito e em verdade”... para sempre, até o final do templo”.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Lábios Impuros, Coração Doente

Isaías 6:5 - ¶ Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.
 
Uzias foi um bom rei, obediente às leis do Senhor. Sua morte causou muita tristeza na Judéia. Foi neste contexto histórico que Isaías vai ao Templo e recebe a vocação dada por Jeová, aos ter uma visão da glória e da santidade do Senhor. Impressionado com a revelação que estava testemunhando, Isaías olhou para si mesmos e viu o contraste: “Então eu disse – Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros. E com os meus próprios olhos vi o Rei, o Senhor Todo Poderoso!” (Isaías 6:5).

Nossa reação de cristãos, quando nos comparamos com o amor santo e poderoso de Deus, deveria ser igual à de Isaías – “Ai de mim!”. A grande tragédia reside na nossa reação de insensibilidade. Parece que ficamos tão acostumados com a impureza dos nossos lábios que nossos olhos não choram e nosso coração não se deita nas cinzas. Consequentemente, também não nos incomoda o mundanismo prevalente entre nosso povo.

A mensagem do Senhor, através de Isaías, é destinada para mim. É destinada para as nossas igrejas. Para graça divina, as brasas vivas do altar do Senhor continuam ao nosso alcance. Continuam prontas para tocar os nossos lábios. Para curar nossas doenças espirituais. Para trazer saúde ao nosso coração de filhos de Deus. O Senhor continua nos desafiando: “A quem Eu enviarei?” que o Senhor nos submeta ao poder de suas brasas vivas, para que aconteça o “envia-me a mim”...